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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Retornando das férias?

10 dicas para retornar as quadras e as competições após as férias

Quando janeiro chega, é justamente nessa época que, empolgado por pegar a raquete e reencontrar os amigos, você vai direto para a quadra achando que tudo estará como antes, que seu nível de tênis estará o mesmo e que bastam alguns minutos para pegar a mão de novo.
Cuidado! É nesse momento que você pode cometer alguns erros que podem comprometer todo o restante da sua temporada e, mais do que isso, podem mesmo atrapalhar o seu desenvolvimento tenístico dos próximos anos. Sendo assim, listamos aqui uma série de dicas pós-férias para você seguir e não comprometer o seu tênis.

1. A IMPORTÂNCIA DO DESCANSO E DA PRÉ- TEMPORADA


Para a musculatura, descansar é tão importante quanto treinar. Na verdade, o resultado dos exercícios aparece no descanso. Outro aspecto importante é que, após longos períodos de treinos e principalmente de competições, a musculatura começa a se defender do desgaste e a dividir funções com outros músculos, muitas vezes criando imperceptíveis gestos que podem alterar a técnica, principalmente causados pela memória muscular quando acostumada a trabalhar com tensão, rígida e desgastada.
Motivo pelo qual se usa fazer uma "pré-temporada". O próprio nome já diz: um período de preparação antes da temporada de competição. Esta pré-temporada deve suceder um período de descanso, que pode ser também antecedido por um trabalho de correção ou mudança de golpes. Esta técnica de ensino, ou aperfeiçoamento, contribui para que os músculos "esqueçam" gestos (muitas vezes errados), mesmo bem sedimentados, facilitando muito a sequência do trabalho de mudança ou correção.

2. DEFINA SEUS CICLOS IDEAIS

Cada pessoa tem características próprias e deve procurar descobrir quais são seus ciclos ideais de trabalho - treinamento e descanso. Essa definição traz um ganho considerável nos períodos de pico dos treinos. Alguns atletas sentem-se bem com um período de descanso por ano, outros com dois ou mais períodos, porém mais curtos. Os atletas em formação, principalmente infanto-juvenis, que seguem ainda o calendário de rotina da família, fazem duas pausas por ano, uma em julho e outra entre dezembro e janeiro. Mas com a evolução do nível técnico e competitivo, o calendário passa a ser definido por seus compromissos, ou seja, o calendário esportivo, que por sua vez passará a ser definido pela melhor periodicidade dos ciclos. Dentro dessa definição está também o período ideal para a recuperação do nível de competição. Então, procure definir e programar o tempo ideal de preparação após descanso.


3. APROVEITE AS FÉRIAS COM RESPONSABILIDADE 

Todas as pessoas devem ter responsabilidade, mesmo nos momentos de diversão e lazer, mais ainda os atletas, principalmente se estão comprometidos com um programa, uma equipe, uma meta de ranking ou resultado. O ideal é seguir o dito "enquanto descansa, carrega pedras", e manter-se em atividade física nas férias. Contudo, cuidado para não "ganhar" é um período de descanso extra, com contusões, fraturas ou machucados.
Aproveite bem suas férias, divirta-se e se mantenha em boa forma física, mas seja prudente e responsável, inclusive desacelerando, diminuindo a intensidade de suas atividades físicas para não voltar precisando de novo descanso.
O peso também deve ser uma preocupação. Quanto mais você conseguir manter a forma, melhor para a volta aos treinos. Volte pronto para extrair o máximo dos treinos. Se estiver acima do peso então, o melhor será utilizar as férias para perder uns quilos.

4. VOLTE A TREINAR PARA VOLTAR A JOGAR BEM 


Certamente você já teve a impressão de que após períodos de descanso ou férias, voltou jogando melhor do que no final da temporada anterior. Mas não se iluda, a realidade é que sua autocrítica em relação ao seu nível técnico - somada à vontade de jogar após o período de descanso - estará muito abaixo do ideal, dando esta falsa impressão.
Outro fator importante (mencionado anteriormente) é que após o descanso, a musculatura trabalhará mais solta e relaxada, aumentando o prazer de jogar e treinar. Então, primeiramente, volte a treinar bem, para depois voltar a jogar bem.

5. CUIDE BEM DO SEU EMOCIONAL

Perder nunca poderá ser considerado um problema, porém, lembre-se de que parte da formação emocional do jogador é dada pelo histórico de sua "carreira", ou seja, seus êxitos e experiências em quadra. Portanto, toda derrota será uma boa experiência se o jogador estiver em condições plenas de competição. Perder jogando pessimamente mal, nunca será uma boa experiência. Por isso, não tente recuperar a forma em competições. A ordem correta das coisas é: recuperar o nível técnico e o bom estado físico e aí sim voltar às competições. O emocional agradece.


                                       Os melhores treinos para fazer depois da volta das férias são drills

6. OS TREINAMENTOS PARA A VOLTA DAS FÉRIAS

Antes de bater e jogar com os amigos, apele para o bom e velho "melhor amigo do tenista", o paredão. Se você não tem o hábito de bater paredão, use bolas leves e lentas. Isso mesmo, a melhor bola, nesse caso, é a carequinha e murcha (ou então aquelas laranja usadas pelo sistema Play and Stay), que, por serem mais lentas, possibilitam o exercício de forma tecnicamente correta. Reveze os golpes, por exemplo, bata 10 direitas, 10 esquerdas e outras tantas alternando efeitos. Essa será uma boa sequência que você pode repetir quantas vezes seu braço agüentar. Saques, voleios e smashes também podem ser treinados no paredão.
Outro ótimo treino para a volta são os drills, ou exercícios com bola morta (sem troca de bolas). Se você não pode contar com um treinador, faça um revezamento com um companheiro de treino. Se vocês não têm facilidade de lançar bolas um para o outro com a raquete, lancem com a mão, comecem treinando batidas de cruzadas e paralelas com bolas a um passo de distância, aumentando em seguida.

7. FAÇA JOGOS TREINO ANTES DE VOLTAR A COMPETIR

Jogar alguns sets inteiros ou partidas amistosas de melhor de três sets, de preferência sem pressão, será a melhor avaliação para você mesmo definir se está pronto para voltar a competir. Muitas vezes após alguns "joguinhos" uma pequena correção ou treino extra de aspecto específico podem fazer muita diferença.

8. CONFIRA SEU EQUIPAMENTO ANTES DE VOLTAR A COMPETIR

Após um período sem uso, seu material pode e deve apresentar diferenças significativas como a tensão das cordas, grips ressecados, o tênis pode estar liso, o uniforme pode ter ficado mais justo com alguns quilinhos trazidos "na bagagem" e podem incomodar muito mais do que se pensa... Da mesma maneira, deixar para usar o tênis novo, sem amaciar, a marca nova de overgrip, o encordoamento que disseram que é o máximo ou mesmo as roupas novas, tudo isso pode lhe deixar bonito, mas muito incomodado nos jogos. Por isso, confira seu material seja ele velho ou novíssimo para ter certeza de que está com tudo o que precisa e da forma que precisa.


9. COMPLEMENTO DA PREPARAÇÃO 

Se você acha que, tomando todos esses cuidados, vai demorar muito tempo para retomar suas atividades normais, está enganado. Se estiver bem programado, todos esses cuidados podem ser tomados em pouco mais de uma semana, em 10 - se você for mais caprichoso - ou 20 dias. Dias estes que proporcionarão um semestre inteiro melhor. Lembre-se de conferir a data de inscrição do torneio de retorno, se suas taxas de filiação à entidade (federação, confederação ou liga) estão em dia e se você não sofreu nenhuma alteração de categoria, classe ou grupo de participação para não errar a data do jogo.

10. RELEMBRE DE COISAS SIMPLES 

Agora que você já esta pronto para competir, não espere sofrer nos primeiros jogos para lembrar coisas básicas como: se hidratar bem, se alimentar corretamente, aplicar filtro solar para não virar um pimentão e prejudicar a pele, carregar sempre na mala uma barrinha de cereais para matar a fome, ter um muda de roupa sobressalente para imprevistos, andar com a toalhinha de quadra, boné etc.

Primeiro recupere o nível e a forma física para só depois voltar a competir!

Fonte: revistatenis.uol

terça-feira, 25 de junho de 2013

Wimbledon

Boa tarde Amigos,

Nesta semana teve inicio o mais charmoso torneio de tênis do mundo.

Um evento que conta com suas peculiaridades e seu charme.

Vamos conhecer um pouco mais de Wimbledon.



Tudo teve início em 1868 com a criação do All England Club, clube destinado basicamente para a disputa de críquete, e com sede em Worple Road, em Londres.

Em 1875, o major britânico Walter Clopton, incluiu a modalidade tênis de campo entre as atividades disputadas no clube que acabou tendo seu nome alterado, passando a ser chamado de All England Lawn Tennis e Croquet Club. Porém, o clube ainda não possuía as instalações necessárias para a prática dessa nova modalidade esportiva, pelo menos não do jeito que os fundadores do clube desejavam.
Sendo assim, a diretoria da época resolveu promover um torneio de tênis cujo principal objetivo era arrecadar fundos para consertar os equipamentos que permitiam aparar a grama além de construir outras quadras. 

Dessa maneira foi disputado, em 1877, o primeiro “Tennis Championships”, que contou com a participação de 22 jogadores. Cerca de 200 pessoas prestigiaram o torneio, que teve as quadras arranjadas de forma que a principal delas ficasse no centro das outras – surgia então, o termo “quadra central”,  tão praticado no tênis.



Este é o mais tradicional torneio de tênis do mundo. Talvez o mais charmoso. 
Wimbledon é disputado em quadras de grama e, diga-se de passagem, nada de grama sintética, a grama é cultivada durante o ano inteiro para servir como uma espécie de “tapete verde” aos melhores tenistas do mundo.

Em Wimbledon, assiste-se aos jogos comendo morangos com chantilly e, na grande maioria das vezes, segurando um belíssimo guarda-chuva, afinal, chove e muito em Londres, na época em que o torneio é disputado (final de junho e início de julho). Mas, a verdade é que a chuva é um mero detalhe, ou até mesmo um dos tradicionais “detalhes” que caracterizam o evento – em Wimbledon, nada tira o brilho dos jogadores e seus velozes golpes de saque/rede. 

A  tradição é mantida quase como uma questão de honra. A data de início do torneio, por exemplo, é marcada como se obedecesse um calendário litúrgico: seis semanas antes da primeira segunda-feira de agosto. O primeiro jogo do torneio só acontece às duas da tarde, quando os restaurantes e cafeterias do clube são abertos para servir o famoso chá inglês. Tudo é claro, com aquela pontualidade britânica.

Como tradição do torneio, os tenistas sempre jogam de branco.

O nome do torneio, Wimbledon, homenageia o bairro onde está localizado o All England Lawn Tennis Club, na Worple Road. Wimbledon é um elegante bairro, localizado no sudoeste de Londres. Além do clube e do Wimbledon Lawn Tennis Museum, que possui um dos maiores acervos tenísticos da história desse esporte, o bairro é também conhecido pelos seus pubs. Wimbledon está a 16 km do centro de Londres.  Sua rua principal, High Street, de origem medieval, tem uma belíssima igreja, além de vários pubs, restaurantes e lojas.


O Maior vencedor de todos os tempos desse torneio é o tenista Suiço Roger Federer.

Espero que tenham gostado da leitura.

Abraços

Adriano Coach

Fonte: UOL

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Roland Garros



O Aberto da França, segundo Grand Slam do ano, inicia no próximo dia 26.

Abaixo seguem algumas curiosidades sobre esse torneio.

Você sabe a origem do nome desse torneio, considerado um dos mais charmosos do circuito?

O nome foi dado em homenagem a Roland Garros, um aviador Frances que nunca viu tênis.

o torneio de Roland Garros foi o primeiro torneio do Grand Slam a ser "aberto", permitindo a participação tanto de amadores como de profissionais.

Esta superfície, lenta, e a ausência de tie-break no último set podem levar a partidas com duração de várias horas e com escores bastante elevados.

O jogo mais longo da história de Rolanda Garros durou seis horas e 33 minutos, quando o francês Fabrice Santoro bateu o compatriota Arnaud Clement.

O maior vencedor de Roland Garros é o espanhol Rafael Nadal, com sete titulos.

A premiação total da competição em 2013 passará dos atuais US$ 24,6 milhões para US$ 28,7 milhões (22 milhões de euros). Cada campeão passará a receber US$ 1,96 milhões (1,5 milhões de euros). No ano passado, o vencedor ou vencedora recebeu US$ 1,64 milhões (1,25 milhões de euros). 

Ao lado segue uma enquete, vote e de sua opinião de quem será o vencedor de Roland Garros 2013.

Abraços

Adriano Coach

terça-feira, 16 de abril de 2013

Melhore seu jogo de rede




“definitivamente, o local que quero estar na quadra é na rede. Quando subo a rede e apanho os voleios, é sinal que estou no comando da partida, determinando como o jogo ira se encaminhar”.
Estas são as palavras de um dos grandes voleadores que existiram na história do tênis, e praticamente um dos últimos que aderiu a este estilo de jogo. Estas são as palavras de Pete Sampras, um mestre na arte de volear.
Queres aprender um pouco mais sobre a arte de volear? Continue lendo este artigo e acompanhe algumas dicas sobre este golpe.
ü  Use todas as opções para chegar a rede: saque e voleie, aplique uma direita, faça um lançamento de esquerda e chegue a rede ou utilize um slice. “Se eu pressionar meu adversário nas devoluções de bola, num dado momento ele pode cometer uma falha, aproveite a chance”.

ü  Fique de Olho na Bola: Aqui esta o que normalmente eu vejo os amadores fazerem, eles estão na rede, as jogadas estão acontecendo muito rápido, tem apenas frações de segundos para tomar uma decisão, aí eles reagem emocionalmente. Movimentam-se demais e olham para o adversário. A chave é manter a atenção na bola.

ü  Utilize o movimento bem curto: o voleio não é saque, com uma porção de movimentos técnicos. O lance é basicamente um bloqueio. Bata para frente, com o movimento do corpo para adiante e use a velocidade da bola de seu adversário. Coloco um pouquinho de efeito cortado na bola por segurança.

ü  Gire os ombros, especialmente no voleio de esquerda, é uma boa técnica.

ü  Mantenha a raquete de cabeça para cima: na posição de alerta, posicione a raquete a frente do corpo.

ü  Aprenda a previsão com a experiência: levei anos jogando na rede até ser capaz de ver o que meu adversário vai fazer com seu “passing shot”. Você tem que praticar subidas a rede, só assim ganhara experiência para desenvolver a capacidade de previsão.

ü  Aceite o risco de ser “passado”: ser passado é o preço a pagar para subir à rede. A esperança é que no decorrer do jogo suas continuas investidas façam com que seu adversário comece a perder os “passing shots”. É difícil continuar a subir a rede depois que você recebeu uma passada, mas forço a mim mesmo continuar. Somente assim essa pressão continua e começa a funcionar.

ü  Pense na técnica para executar um voleio ganhador, flexione os joelhos, golpeie a bola com firmeza, posicione a raquete com a cabeça voltada para cima e volte seu olhar para o ponto de contato com a bola. Assim eu me asseguro que não irei perder o lance.

Fonte: revista tennis Julho de 97


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Plano de Jogo





Este processo de revisão vai levar você ao processo igualmente importante de planejar sua estratégia. O que você quer fazer acontecer? O que você quer evitar que aconteça?

Ao avaliar seu adversário, você começa a chegar mais perto da partida.
Revisando o estilo e os golpes, você vai preparando o seu plano de jogo. Se seu adversário explorou sua esquerda da última vez que vocês jogaram, você já pode ir pensando como prevenir que a mesma coisa aconteça. Se o saque dele é fraco, vá pensando em como tirar proveito disso.
Vá planejando uma estratégia específica para um jogador específico. E tudo isso antes de ver o adversário na quadra.
Seu corpo vai fazer o que a sua mente disser para ele fazer. Nesta revisão pré-jogo, você está programando a sua mente para dar ao seu corpo a informação correta, uma vez que a partida começa e as coisas acontecem sob pressão. Você está traçando o curso para chegar ao seu destino. Esse destino é a vitória
Na sua forma mais básica, seu plano se desenvolve ao mesmo tempo em que você responde a estas perguntas:

1 – Qual é a melhor arma do meu adversário?
2 – Aonde que meu adversário é fraco?
3 – Qual é a minha melhor jogada e como posso dirigi-la ao golpe mais fraco do meu adversário?
4 – O que posso fazer para não deixar que meu adversário explore meu golpe mais fraco?

Esta preparação pré-jogo cria um mapa mental. Você sabe aonde quer chegar e como vai fazer para chegar lá. Pode ser que existam desvios no caminho, o seu adversário pode aparecer com algumas surpresas, você pode se perder, mas a rota básica está na sua cabeça faz tempo e o seu mapa mental o mantém em curso.

Mesmo que você enfrente o mesmo jogador mais de uma vez, continua importante você focalizar neste jogador. Coloque sua mente nele, pode ser ainda mais vantajoso refinar suas táticas, pois você possui bastante informação sobre ele. É aí que a coisa fica realmente interessante.
Os bons jogadores são muito concentrados em começar bem uma partida, pois eles sabem que muito frequentemente um bom começo determina o ritmo da partida toda. Começar bem, já coloca o adversário numa posição delicada, algumas vezes eles recuperam, mas na maioria das vezes não recuperam. E é isso que você quer fazer com o seu adversário. O mais cedo possível, forçá-los a considerar a idéia de que “hoje não é o meu dia mesmo”. Acredite se quiser, isso acontece muito mais do que você imagina!

Visualização e preparação pré-jogo podem fazer com que você seja a pessoa que o outro está tentando buscar.

E tudo isso não toma mais do que 10 minutos do seu tempo no caminho para o jogo, e mais o esforço de seguir o plano uma vez que o jogo começa. Dando a você mesmo a oportunidade de começar bem a partida, e uma grande chance de acabar “Vencedor”.

Vale a pena!

Fonte: www.tenisdecampo.com

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Diferença entre Tática e Estratégia


Tática ou Estratégia?
Muitos acreditam que tática e estratégia são a mesma coisa. Ledo engano. Entenda as diferenças para poder usá-las adequadamente

Por Elson Longo


SXC
"As palavras 'estratégia' e 'tática' são rotineiramente intercambiáveis, um desperdício de muitas diferenças valiosas", Garry Kasparov, campeão mundial de xadrez por mais de 15 anos
O alerta de um dos maiores enxadristas do planeta não deve passar despercebido por todo tenista que pretende alcançar vitórias e títulos utilizando um pouco mais do que apenas força bruta. Entender a tática e a estratégia do tênis não só otimiza o potencial de qualquer jogador, como permite jogar o jogo em sua completude. No entanto, é comum perceber que estes conceitos são confundidos e até interpretados como sinônimos. Compreender corretamente os limites e desígnios da tática e da estratégia, bem como suas aplicações práticas em cenário competitivo, pode elevar o nível de um jogador ainda que mantenha as mesmas características técnicas e físicas.
É fácil entender que estes conceitos vieram do universo militar. Etimologicamente, "estratégia" tanto do grego quanto do romano, referia-se a um general ou pretor da guerra responsável pelo comando das tropas (stratego). Portanto, o termo "estratégia" relaciona-se com comando, liderança, coordenar ações. "Tática", derivada do radical latino "tact", relaciona-se com tocar, tatu, manusear. Do grego, "taktikus", significa pôr em ordem, organizar. Tanto num radical quanto no outro, o conceito engloba ação prática, medidas. Dessas definições primárias percebemos que a estratégia comanda ações; e a tática revela-se como as ações em si. Há uma hierarquia entre estes dois conceitos: a tática trabalha a serviço da estratégia ou, por outro ângulo, a estratégia é composta por ações táticas.
Estratégia e tática no tênis
Numa partida de tênis a estratégia começa bem antes do jogo. "Conheça teu inimigo, o terreno e a ti mesmo e vencerá a guerra" - são as palavras de Sun Tzu, general chinês que escreveu o primeiro tratado sobre táticas e estratégias militares ("A Arte da Guerra") de que se tem conhecimento, 500 anos a.C. A análise sistemática do nosso oponente (suas características, padrão de jogo, fraquezas e pontos fortes etc), das condições externas (superfície, bolas, altura, o torneio em questão, mídia etc) e de nós mesmos (o que sabemos e podemos fazer, nosso momento físico e psicológico etc) são as bases para estabelecer um plano de jogo.
Tanto um jogador competitivo como um aficionado que se encaminha para uma partida sem um plano, provavelmente farão apenas atividade física reagindo instintivamente durante a partida, alheio aos bastidores pensantes que permeiam um jogo de tênis. Ao realizar seu plano de jogo, o tenista recorre às opções táticas que melhor se configuram com suas análises. Estas opções nada mais são que as jogadas que ele pode executar com maior êxito sobre esse tipo específico de adversário, e as jogadas que deve evitar que seu oponente realize.
Cada jogada é uma combinação de golpes específica. Além disso, existem outras táticas que não se relacionam diretamente com os golpes e englobam fatores psicológicos que também devem ser incorporadas. Que ritmo usar entre os pontos, se fará pausas, como se portará no cenário da partida, como será seu gestual corporal etc? Depois de dispostas todas suas opções, é tarefa de seu raciocínio estratégico selecionar a ordem em que elas serão utilizadas e em que momento.
Esta é mais uma das nuances entre tática e estratégia: a tática é materializada pelo "o que" se pode fazer, a estratégia "quando" se deve fazer. Exemplificando, um jogador pode concluir em seu plano de jogo que usará como tática apoiar seus golpes sobre o revés de seu oponente e jogadas de subida à rede. Ele dispõe de duas táticas, mas elas isoladas não compõem uma estratégia. Será uma estratégia quando ele definir que jogará os pontos sobre a esquerda do oponente, subindo à rede nos momentos críticos para surpreender.
Com o ensino moderno orientado ao jogo, os tenistas atuais são treinados desde cedo para obterem amplo repertório de jogadas efetivas que irão caracterizar seu estilo ou padrão de jogo. A tática é automatizada no treinamento. Para cada situação de jogo, ou zona da quadra, o jogador já possui respostas claras.
Assistindo a um jogo na televisão e ouvindo o comentarista é simples ver quais táticas estão sendo usadas: domínio com determinado golpe, saque abrindo a quadra, variações de altura, emprego de paralelas, jogadas de atração, enfim, uma infinidade de alternativas, cada uma delas trazendo combinações organizadas e impecavelmente treinadas dos golpes dos jogadores.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Estadual por Classes









Será realizado neste final de semana nas quadras da Sociedade Recreativa Mapituba, em Criciúma, a Copa Tiguana de Tênis, sendo ela a IV Etapa do estadual de Tênis por Classes.

Eu e meu atleta Luiz Villela estaremos participando deste evento.

Luiz Villela tem sua estréia agendada para sexta-feira as 17h00 contra o atleta da casa Geraldo da Silva.

E na manhã de sexta-feira, eu entro em quadra contra o tenista de Indaial Emerson Santanna.

 Estamos preparados para esta competição e esperamos trazer bons resultados!

Boa sorte e bons jogos!